Vivo per lei

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Campina Grande, Paraíba, Brazil
uma pessoa simples que adora fazer amigos e que ama a simplicidade e a verdade

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O rei e o Ladrão



Meus olhos tão cansados e marcados pela dor, não importava mais a vida sem qualquer valor, humilhado em uma cruz vendo ódio em cada olhar só queria ter mais uma chance de recomeçar. Tentei com grande esforço contemplar na outra cruz quem era aquele homem que chamavam de Jesus, que comigo dividia ali solidão, vergonha e dor porque tantos lhe odiavam e outros lhe davam amor?! Teu olhar me fez estremecer e crer que ali estava o próprio Deus, pude esquecer minha dor, tinha ao meu lado um Rei morrendo por falar de amor, na luz do teu olhar senti o teu perdão, lavaste com teu sangue meu coração, sei que este amor não tem fim, creio que és filho de Deus ninguém jamais me olhou assim, quando entrares no teu reino lembras de mim. Teu olhar me fez estremecer em meio a tanta dor tentando me dizer: Eu te escolhi filho meu, ainda hoje no paraíso Comigo estarás...Comigo estarás
By: O Rei e o Ladrão (música de Sérgio Lopes)

sábado, 9 de abril de 2011

Ventos do Litoral

Atravessam a costa silenciosa e calmamente, como a brisa do anoitecer se assemelha e como a doce onda que circula a maré baixa pela manhã.
Ventos do litoral.
Como o caminhar do viajante que não tem rumo nem destino, apenas caminha. O andar da garça que encanta com o doce balançar. A árvore que renova suas folhas deixando cair todas no outono para reviver nova e exuberante na primavera.
Ventos no litoral
O sol clareando pela manhã e a última gota de orvalho deixando a folha para cair na terra. O filhote da ave que com o bico aberto espera ancioso o alimento. O piscar calmo e demorado da coruja.
Ventos circulando o litoral.
Vem para um lado, volta por um novo percurso, da voltas e voltas, levanta uma folha que estava no chão. Acaricia a pele de um pensador, assanha os cabelos de um que se inquieta, enche os pulmões de um que aprecia, traz poeira para quem não valoriza.
Serão sempre ventos. Nunca serão outra coisa a não ser ventos do litoral.
By: Sostenes Pereira

quinta-feira, 31 de março de 2011

Nada é por acaso

Aprendi que não só existem rosas mas também espinhos, aprendi a ter medo mas a superá-lo e enfrentá-lo também, aprendi a chorar de dor mas também de alegria, aprendi que não existe dor mais profunda do que a do coração, a dor da alma, mas aprendi que ela vem com o propósito de me ensinar a ser mais sábio, a ser mais confiante em mim e nos outros, aprendi que uma desilusão machuca, mas machuca tanto que o coração parece que vai se partir ao meio, mas também aprendi que devo ser forte e não me mostrar abatido, aprendi que tudo na vida passa, aprendi a ser moderado, não me entregar completamente a uma pessoa, a um amor, aprendi que por mais dura que seja a decisão tenho que obedecê-la, fazê-la porque não há reciprocidade em pensamentos desiguais, em sentimentos desiguais. Aprendi que não devo me mostrar sendo o melhor, mas devo deixar que os outros percebam naturalmente que há o melhor dentro de mim, aprendi que tenho falhas, defeitos, que machuco, que magôo, mas aprendi a pedir perdão,a buscar a reconciliação, aprendi que sou capaz de sonhar novamente, que tenho objetivos a buscar e aprendi que nada, mas nada nessa vida é por acaso.
By: Sostenes Pereira

Uma resposta de vitória

Mesmo eu estando só não parei para olhar para tráz, mesmo eu estando em perigo não deixei que o medo me dominasse, ondas vieram ao meu encontro, eu quase afundei, cheguei ao fundo do mar, mas olhei em volta toda a vastidão das águas, não existia nada em volta, olhei para cima e subi, subi o mais rápido que pude e provei que eu consegui vencer. O que disseram? Tiveram que se calar e contemplar minha vitória.
By: Sostenes Pereira

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" A amizade vive por si mesma, nada pede, nada cobra, é exercício pleno de doação, artigo de apoio nas horas certas, o conforto do velho ombro amigo, é intuição, sentimento que se fortalece no gesto sincero, na palavra amiga e no apoio mútuo. É porto seguro e alegria no compartilhar."

Esperança

Depois de passar a manhã caminhando o menino senta num banco da praça e tenta descansar, não consegue muito pois passou horas caminhando e estava com fome, mas sentou ali e fechou os olhos por uns instantes. Não pensou em nada. Nesse instante sua mente esvaziou e ele conseguiu relaxar um pouco. Saíra de casa perto de oito da manhã, seu café tinha sido duas goiabas que encontrou numa goiabeira a beira da estrada. Ali sentado mais uma vez pôs a mão no bolso e sentiu o metal frio das moedas que trazia. Sorriu, um sorriso cansado mas sorriu e foi como uma dose de ânimo para ele criar forças e caminhar alguns metros que faltava para chegar no armazém do seu João. Três dias de trabalho pesado para apenas seus oito anos de idade, rês dias de sol causticante e mãos calejadas levando pedras em uma carroça que ele mal conseguia levantar. Findados os três dias ele expressa um sorriso porque finalmente poderia comprar seu carrinho de madeira que tanto sonhava, sorriu porque ele sendo o mais velho de seus outros três irmãos, teve a capacidade de trabalhar e conseguir o dinheiro para eles poderem brincar com seu primeiro brinquedo comprado. Era pensando nisso que o menino agora quase corria para chegar ao armazém. Finalmente chega e respira aliviado correndo os olhos por toda a loja a procura do brinquedo; encontra-o; um carrinho simples, um tanto mal acabado mas a emoção dele é muito forte, vai até o balcão pagar e para a tristeza dele escuta de seu João que ali só tem um terço da quantia do brinquedo. O menino olha para o dinheiro, para o brinquedo e para seu João, o sorriso sumiu do rosto, no olhar a luta de uma lágrima que teima em rolar pela face, a expressão de vencido toma conta de seu rosto. Faz a volta e sai do armazém abatido, cabisbaixo, mudo caminhando lentamente relembrando as horas, os dias que passou trabalhando pesado para adquirir aquele dinheiro; pensa triste no pai que passa o dia trabalhando para sustentar sua família, pensa na alegria que deixou seus irmãos ao sair de casa, pensa que não terá mais onde conseguir o restante do dinheiro para comprar o brinquedo. A lágrima finalmente cai e ele volta pra casa triste e abatido por ver seu sonho frustrado, sua esperança esmagada, sua alegria transformada em tristeza. Anos de planos, de desejos, anos pensando em como conseguir um meio de realizar seu desejo, e agora não vê mais nada. A vontade de desaparecer vem a seu pensamento e a indagação: será se nunca serei merecedor de um sonho? Será se nunca poderei desejar, almejar alguma coisa?O menino chega em casa e não quer falar com ninguém, deita em sua rede e chora amargurado. Uma decepção não é momentânea, não dura apenas instantes, dura dias, meses, talvez anos. Quando se pensa que tudo vai bem, que todas as coisas estão ficando de acordo, surge uma queda, surge uma decepção e não a ser humano que não sofra, não há pessoa alguma que não sinta a dor terrível no coração, a dor da decepção, do abandono, da angústia, da falta de carinho, de amor. Qual a solução do menino? Como toda esperança que é abalada, ele pensa que tudo acabou, que não exite mais uma solução, mas sempre no fim do túnel há uma saída e por mais difícil e dolorosa que seja a perca, a desilusão, sempre haverá uma nova opção, um novo sonho, uma nova expectativa. se um sonho foi frustrado, surgirá outro mais bonito, mais forte que será muito melhor do que o que foi perdido. Não tem porque parar de sonhar, nossos sonhos estão no coração de Deus. Sonhe e não se importe com o resultado, mesmo que demore mas ele será bom e você vai sorrir de alegria com o brinquedo em suas mãos.

By: Sostenes Pereira

quarta-feira, 30 de março de 2011

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"Meu rosto em teus olhos o teu nos meus aparece, para os rostos se fundirem um coração que ama investe. Onde podemos encontrar hemisférios melhores sem o gelar do norte, sem o ocidentar do oeste? O que quer que morra nunca some, se nossos dois amores forem um só ou tivermos a mesma forma de amar, que nenhum possa esmorecer nem morrer...pois não sei se a morte é maior que a vida, mas sei que o amor é maior que os dois"
By: trecho do filme Tristão e Isolda

Debaixo daquela árvore

Debaixo daquela árvore ele a viu pela primeira vez, não deu muita importância por não ver nenhum encanto que pudesse chamar sua atenção, não era muito dotada de beleza, seu corpo não tinha o encanto de uma doce sinfonia, mas o que ele observou foi o seu interior, sua candura, seu talhe delicado e ele viu que ali existia uma perfeita criação de Deus. Voltou para casa pois já era entardecer. No dia seguinte ele voltou ao mesmo lugar e lá encontrou-a novamente pousada no mesmo lugar a contemplar o radiante sol que mais um dia se punha. Não resistiu e debaixo daquela mesma árvore tornou a contemplá-la sozinho e demoradamente. Voltou para casa pensativo e não pode mais dormir sossegado, os pensamentos eram apenas a lembrança dele debaixo daquela árvore a admirar a perfeição daquele ser. Dia seguinte ele chega mais cedo ao mesmo local e ali debaixo daquela árvore contempla a sua inspiração, a causa da noite mal dormida e não resiste e vai até lá onde a encontra tranquila e quieta a receber o vento tocar-lhe as pétalas; apanha aquela simples rosa, sem muita formosura, com seu caule coberto de espinhos, sem muito cheiro, mas pura e sincera no meio daqueles predregais que ela nasceu. Ali no meio do nada onde seria impossível nascer qualquer ser, ela nasceu, chegou, desabrochou e hoje está lá feliz e radiante porque foi vitoriosa. Nascer numa terra fértil é bom, é ótimo servir em um lugar específico; agora quando não se tem espaço, quando aquele lugar não é apropriado a tendência natural muito óbvia é morrer, numa terra assim não pode existir conforto, não existe vida, mas aquela rosa teve que enfrentar todas as barreiras, obstáculos, entre pedras ela nasceu, cresceu e pôde surgir radiante. Um lugar onde não havia possibilidade de existir vida, teve que dar vida. O homem que por dois dias a contemplou, agora estava ali aos pés dela a tocá-la, colhê-la para si e colocá-la em um lugar de destaque, um lugar onde todos possam ver seu brilho, sentir seu cheiro. Quantas vezes estamos rodeados pelos pedregais da vida, observamos sempre a nossa volta obstáculos, dificuldades, mas um dia irá chegar alguém para nos colher, alguém que está nos observando, contemplando nossa dor e nos levará para lugares de destaque porque o nosso brilho, o nosso perfume ninguém, mas ninguém jamais poderá apagar. Nascemos em meio a lutas e dificuldades, crescemos vendo as pedras da vida nos sufcarem, mas tudo tem um fim e o fim do esquecimento chegou, agora todos irao nos ver porque existe alguém a nos contemplar debaixo daquela árvore.
By: Sostenes Pereira

terça-feira, 29 de março de 2011

Sonhos

Tudo parte de um sonho, todo projeto, toda obra, todos os planos, toda criação, toda conquista foi derivada de um sonho, algum desejo ou circunstância que nos fez buscarmos, corrermos atrás dos desejos que nos matém vivos. Isso mesmo, mantém vivos. São sonhos que fazem nosso dia ser mais tranquilo, são nossoa sonhos que estão procurando uma saída, um escape para se expandir e ser concretizado. Nossa vida é formada de sonhos, é derivada de um sonho de Deus, é a pauta única para compreender o homem, são os nossos sonhos que estão sendo plantados e se cultivarmos bem, desfrutaremos no amanhã bons frutos, mas sonhos mal planejados são sonhos frustrados, são sonhos mal sucedidos. Cultive-o bem para colhe-lo bem; plante boas sementes porque os frutos serão bons, se nossos sonhos são bons as expectativas para eles serem concretizados são boas também, são ótimas, então o que pode ser um Homem sem um sonhos? Em que ele pode se tornar? Em que ele pode perseverar? Nossos sonhos estão guardaos no coração de Deus, busque-o e realize-o porque o melhor está preparado para nós.
By: Sostenes Pereira

Ecos

Nós traçamos nossos planos, buscamos nossos ideais, nossos obejtivos, sonhamos. Centralizamos nossas metas, fazemos tantos planos e a maior decepção na vida de um Homem é ver esses planos irem por água abaixo, ver os sonhos frustrados, os projetos ruirem aos seus pés. O céu parece de bronze, não enxerga-se mais nada, apenas a dor da perda, a dor da desilusão, uma dor tão profunda que parece que o mundo parou, não existe inércia, gravidade, apenas ecos que ressoam na vastidão dessa desilusão. A dor é horripilante, é crucial, mas isso acontece porque quase na sua totalidade cremos apenas no nosso possível, no nosso eu, no nosso poder; esquecemos que alguém pode oferecer muito mais, muito além do que podemos pensar ou imaginar. Basta fazermos a escolha certa, não sermos movidos por momentos, por impulsos, por expectativas frustradas. Senão seremos apenas ecos que durarão por toda vida sem som algum, sem barulho algum, sem projeto algum, apenas aquele silêncio, apenas ecos, apenas ecos.
By: Sostenes Pereira

O Amor

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine...O amor é sofredor, ´´e benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com levianddade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba..."